
Some say: Tudo tem um motivo, uma razão para ‘ser’ ou ‘acontecer’...
Esse pensamento, muitas vezes, me parece um ‘acalanto’... Um recurso para livrar-nos do acaso e calar nossa histeria diante do caos, onde tudo pode acontecer sem nenhuma razão... Sem nenhum propósito.
Das hipóteses levantadas entre as diversas religiões, crenças e filosofias, acho que considerar a ‘existência de uma missão’ é algo bem razoável.
Ok.
Viemos ao mundo com uma missão... Trouxemos um TO DO LIST gravado em nossa alma...
E se isso é mesmo assim, precisamos então nos conhecer... Vasculhar lá dentro para encontrar essa lista, porque se descobrimos o que somos e a missão que nos acompanha - LINDO! - Tudo fará mais sentido...
Seguindo essa linha de raciocínio, pelo que tudo indica, conheço minha missão (Uma enorme vantagem!!!) e sinto que tudo se encaminha da melhor maneira.
A minha missão não só faz sentido pra mim, como dá sentido na minha vida...
A minha missão me é familiar desde bem pequena... Como se de alguma forma, eu já soubesse...
A minha missão não é algo simples, é trabalhoso e de longo prazo, preenche meu tempo e meu coração...
A minha missão sempre esteve nas entrelinhas, na brincadeira de criança, no rumo dos meus relacionamentos, nas pessoas que passaram por minha vida, nas que ficaram...
Sigo assim... Lutando para fazer o melhor, apesar das limitações... Minhas e de cada um...
Sobre isso... Só sinto PAZ.
OK.
Mas parte de mim é GUERRA:
Tirando o que é certo e claro, não sei mais nada...
O que há, além disso - a missão - é que é confuso...
Sobre a existência de ‘mini-missões’, ‘missões-periféricas’, ‘missões-satélites’ pouco sei...
Sei que uma vida inteira é muito...
Muitas horas, muitos dias, muitas possibilidades...
Sei também o que tenho que fazer aqui na Terra...
E estou nisso tanto quanto isso está em mim...
O que eu quero mesmo saber é se há outras coisas que eu possa ou deva fazer...
Porque eu quero tanto...
Quero tantas coisas...
Tanto e tantas:
Intensidade e quantidade.
Eu deveria querer?
Querer é parte?
Querer é extra?
Querer é supérfluo?
Querer é permitido?
Querer é desvio de rota ou querer é o caminho?
Sei que para tanto querer... Uma vida é pouco.
(Silêncio)
Sei lá, nada haver... Mas acabo de lembrar do filme 'Lisbela e o Prisioneiro'...
Há uma cena, no final, que Lisbela chora por ter arriscado tudo por um amor que não se realizou;
E diz não se arrepender;
E diz que faria de novo;
E diz que faria tantas vezes fosse preciso;
Diz que toda vez que o amor a chamasse, ela iria como cachorrinho.
Que lindo... E irracional...
Esse pensamento, muitas vezes, me parece um ‘acalanto’... Um recurso para livrar-nos do acaso e calar nossa histeria diante do caos, onde tudo pode acontecer sem nenhuma razão... Sem nenhum propósito.
Das hipóteses levantadas entre as diversas religiões, crenças e filosofias, acho que considerar a ‘existência de uma missão’ é algo bem razoável.
Ok.
Viemos ao mundo com uma missão... Trouxemos um TO DO LIST gravado em nossa alma...
E se isso é mesmo assim, precisamos então nos conhecer... Vasculhar lá dentro para encontrar essa lista, porque se descobrimos o que somos e a missão que nos acompanha - LINDO! - Tudo fará mais sentido...
Seguindo essa linha de raciocínio, pelo que tudo indica, conheço minha missão (Uma enorme vantagem!!!) e sinto que tudo se encaminha da melhor maneira.
A minha missão não só faz sentido pra mim, como dá sentido na minha vida...
A minha missão me é familiar desde bem pequena... Como se de alguma forma, eu já soubesse...
A minha missão não é algo simples, é trabalhoso e de longo prazo, preenche meu tempo e meu coração...
A minha missão sempre esteve nas entrelinhas, na brincadeira de criança, no rumo dos meus relacionamentos, nas pessoas que passaram por minha vida, nas que ficaram...
Sigo assim... Lutando para fazer o melhor, apesar das limitações... Minhas e de cada um...
Sobre isso... Só sinto PAZ.
OK.
Mas parte de mim é GUERRA:
Tirando o que é certo e claro, não sei mais nada...
O que há, além disso - a missão - é que é confuso...
Sobre a existência de ‘mini-missões’, ‘missões-periféricas’, ‘missões-satélites’ pouco sei...
Sei que uma vida inteira é muito...
Muitas horas, muitos dias, muitas possibilidades...
Sei também o que tenho que fazer aqui na Terra...
E estou nisso tanto quanto isso está em mim...
O que eu quero mesmo saber é se há outras coisas que eu possa ou deva fazer...
Porque eu quero tanto...
Quero tantas coisas...
Tanto e tantas:
Intensidade e quantidade.
Eu deveria querer?
Querer é parte?
Querer é extra?
Querer é supérfluo?
Querer é permitido?
Querer é desvio de rota ou querer é o caminho?
Sei que para tanto querer... Uma vida é pouco.
(Silêncio)
Sei lá, nada haver... Mas acabo de lembrar do filme 'Lisbela e o Prisioneiro'...
Há uma cena, no final, que Lisbela chora por ter arriscado tudo por um amor que não se realizou;
E diz não se arrepender;
E diz que faria de novo;
E diz que faria tantas vezes fosse preciso;
Diz que toda vez que o amor a chamasse, ela iria como cachorrinho.
Que lindo... E irracional...
Como um cachorrinho.
'Vem cachorrinho!'
Saltitante ele vai.
Faz-lhe um gracejo.
Ele balança o rabo.
Faz-lhe um afago.
Ele se deita e te oferece o ventre para acarinhá-lo.
Bate o pé: 'Sai! Sai daqui!'
Ele não entende.
'Sai daqui! Vaza!'
Ele sai... Olha para traz, levanta a orelha, ensaia alguns pulinhos para cativar, dissuadir e reverter o comando de afastamento.
Nada.
Ele abaixa a orelha, deita o focinho sobre as patas dianteiras e espera...
Até o próximo:
‘Vem cachorrinho!’.
Lindo... E irracional.
(Silêncio)
'Vem cachorrinho!'
Saltitante ele vai.
Faz-lhe um gracejo.
Ele balança o rabo.
Faz-lhe um afago.
Ele se deita e te oferece o ventre para acarinhá-lo.
Bate o pé: 'Sai! Sai daqui!'
Ele não entende.
'Sai daqui! Vaza!'
Ele sai... Olha para traz, levanta a orelha, ensaia alguns pulinhos para cativar, dissuadir e reverter o comando de afastamento.
Nada.
Ele abaixa a orelha, deita o focinho sobre as patas dianteiras e espera...
Até o próximo:
‘Vem cachorrinho!’.
Lindo... E irracional.
(Silêncio)
Grito:
Se aos 85 anos, o amor me chamar, eu vou.
E se eu viver mais seis meses depois disso, durante isso...
Esses 180 dias terão valido toda minha existência...
Constatação:
Meu Deus!
Tenho o discernimento de um poodle!!
Vóz de Déborah Falabella no papel de Lisbela:
'O amor me chamou pra um outro lado e eu fui atrás dele. Eu pensei que se eu não fosse, a minha vida inteira ia ser assim. Vida de tristeza, vida de quem quis de corpo e alma e mesmo assim não fez. Daí eu fui. Eu fui e vou, toda vez que o amor me chamar, vocês entendem? Como um cachorrinho, mas coroada como uma rainha'.
Caetano canta:
“E agora... Que faço eu da vida sem você...”
Fim do Ato.

6 comentários:
....
Sensacional amiga!!!
Adoro Voce.... no mais verdadeiro e sincero significado da palavra.
Bjks,
ADORAR
do Latim:adorare,
verbo transitivo,
prestar culto à divindade;
venerar;
gostar exageradamente;
amar em extremo.
Eu também, Bel... No mais literal, verdadeiro e sincero significado da palavra...
... Eem três repetições:
Eu te adoro.
Eu te adoro.
Eu te adoro.
Muito bom! Tanto o texto quanto o filme...
Eu tb sou movido como um cachorro, mas convenhamos, poodle não! rsrs...
Beijos!
Muito bacana, minha cara. Mas pense: se você tem ao menos uma idéia do que quer e não quer, já é um avanço.
Amada Dani,
Segue,segue sempre em frente ...até permita-te faze-lo sem pretensões de cumprir missão, ...mas só pela graça de podermos vê-la no seu lindo palco que é tua vida....onde os espelhos refletem com clareza muitas de nossas emoções (as mais ocultas)
minha estrela!!!
Te Amo muito
tia Sueli
Amada Dani,
AMOR INCONDICIONAL, quando o sentimos sem a dor da conciência humana,e com a pureza do coração dos animais,ah! que sensação maravilhosa.A dor dá lugar a alegria
Te amo muito
Tia Sueli
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