
No último sábado, a escola que meu filho estuda realizou um evento em homenagem ao dia das mulheres.
O convite veio uns vinte dias antes, o grupo Poetas Vivos de Santos faria uma apresentação.
Conheço o grupo, já havia assistido alguns fragmentos e sempre achei a proposta sensacional: Tirar a poesia das prateleiras e dos livros e levar ‘aonde o povo está’.
Presença confirmada, sábado eu estava lá.
O espetáculo foi tocante, belo, verdadeiro...
Já nas primeiras palavras, a emoção me engoliu...
Por que tão rápido?
Acho que a mera presença de artistas me emociona, o palco me emociona, a voz em verso me emociona...
Menos de cinco minutos depois, meus olhos vazaram lágrimas que molharam meu rosto e aliviaram a minha alma...
O choro era silencioso e longo e quando cessava, era breve...
Mais algumas palavras e canções, lá estavam elas... Um misto de beleza e descontrole, me lembrando o que sou... Expondo-me em um momento em que eu não pretendia...
Como funciona tudo isso?
É possível tantas dores dentro de uma pessoa feliz?
É possível uma pessoa ser feliz com tantas dores?
Chorei a minha dor e a do outro... As lágrimas não poderiam ser todas minhas, eram tantas...
No passado, eu era mesmo chorona, de soluçar em filmes e peças teatrais...
De anos para cá, encontrei uma forma de contê-las - um respirar fundo com um rápido dispersar – Tanta emoção não me servia...
Boas mães não choram - Amam e educam.
Boas esposas não choram - Toleram e se calam.
Boas profissionais não choram - São resilientes, pró-ativas, focadas.
Contudo, minhas lágrimas fáceis não me trariam qualquer benefício.
Mas naquela tarde, não havia parada...
Em certo momento, envergonhei-me (louca varrida, o que devem estar pensando!)
Era meu pranto e eu não tinha nenhum poder sobre ele...
Engole, mulher... Seja homem!
Em vão...
Eu chorei.
O convite veio uns vinte dias antes, o grupo Poetas Vivos de Santos faria uma apresentação.
Conheço o grupo, já havia assistido alguns fragmentos e sempre achei a proposta sensacional: Tirar a poesia das prateleiras e dos livros e levar ‘aonde o povo está’.
Presença confirmada, sábado eu estava lá.
O espetáculo foi tocante, belo, verdadeiro...
Já nas primeiras palavras, a emoção me engoliu...
Por que tão rápido?
Acho que a mera presença de artistas me emociona, o palco me emociona, a voz em verso me emociona...
Menos de cinco minutos depois, meus olhos vazaram lágrimas que molharam meu rosto e aliviaram a minha alma...
O choro era silencioso e longo e quando cessava, era breve...
Mais algumas palavras e canções, lá estavam elas... Um misto de beleza e descontrole, me lembrando o que sou... Expondo-me em um momento em que eu não pretendia...
Como funciona tudo isso?
É possível tantas dores dentro de uma pessoa feliz?
É possível uma pessoa ser feliz com tantas dores?
Chorei a minha dor e a do outro... As lágrimas não poderiam ser todas minhas, eram tantas...
No passado, eu era mesmo chorona, de soluçar em filmes e peças teatrais...
De anos para cá, encontrei uma forma de contê-las - um respirar fundo com um rápido dispersar – Tanta emoção não me servia...
Boas mães não choram - Amam e educam.
Boas esposas não choram - Toleram e se calam.
Boas profissionais não choram - São resilientes, pró-ativas, focadas.
Contudo, minhas lágrimas fáceis não me trariam qualquer benefício.
Mas naquela tarde, não havia parada...
Em certo momento, envergonhei-me (louca varrida, o que devem estar pensando!)
Era meu pranto e eu não tinha nenhum poder sobre ele...
Engole, mulher... Seja homem!
Em vão...
Eu chorei.
Não sei o que faço com isso...
Deixo como é, como está e/ou como sou... Ou exercito para que seja como deve ser?
Se até os rios imensos são represados, porque não consigo conter algumas gotas d’água?
* O espetáculo do Poetas Vivos de Santos era “O Universo Feminino” - Vale a pena ver!!!
Porque quem chora precisa de acalanto...
E foi isso que senti o tempo todo...
Um abraço terno, um afago doce, dado não com as mãos...
Mas com poesia e canção.

6 comentários:
Honestamente e com o perdão das palavras, estou cagando para quem se incomoda com minhas lágrimas. Ontem, no show do Radiohead, tive um surto igual ao seu. Quando dei por mim, lá estavam as lágrimas, que estão acostumadas a serem reprimidas e só saírem diante de um filme.
Mas depois de ontem, e situações semelhantes, não me importo. O pranto é meu, a constatação é minha, a dor é minha. Às favas com os incomodados. :P
Conheço o trabalho do grupo e acho lindo!
E as lágrimas: Que elas lavem, limpem, purifiquem!
Gostei muito do blog.
Dani...
boas mães , boas esposas e boas profissionais tb choram sim !
vc é td isso.. pq não pode chorar?????????????????????
bjos amiga !
É muito você isso tudo...sua manteiga derretida,mas é bom às vezes chorar nos alivia a alma de muita dores!!!!
Ai, Dani...
Acho que só sendo mulher pra saber como podemos nos emocionar com coisas singelas.
O comment q vc fez no meu bloguinho faz valer a pena essa coisa maluca, que é a internet. Me deu força, num momento muito delicado.
Você continua sendo dona de uma sensibilidade incrível!
Uma beijoca!
Amada Daniela,
Tuas lágrimas não devem ser contidas,pois elas regam as rosas que brotam em teu coração.
Tu és a própria poesia,o canto,a alma luzente que amorosamente expande seu brilho para todos a tua volta!!!!
Te amo muito
Muita Luz
Tia Sueli
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