
Pedrinho é um menino que ninguém sabe de onde veio, ninguém sabe onde ele mora, ninguém conhece seus pais.
Uns acham que ele não existe.
Uns acham que ele é um fantasma.
Uns acham que ele é um anjo.
Muitos os chamavam de Pedrinho de Ninguém!
Se perguntassem qualquer coisa a ele, respondia sem demora:
- Não sei, não me lembro, não posso explicar.
Mas o que Pedrinho gostava mesmo era de brincar.
E quando brincava era um bravo capitão e enfrentava as terríveis serpentes do mar, ou o super-herói que salvava o mundo de um terrível meteoro!
Ah! Isso sim era legal!
Pedrinho de Ninguém era de todos quando voava... Todos queriam Pedrinho...
Viva Pedrinho, nosso herói!
Um dia, Pedrinho estava brincando quando uma menina de cabelos vermelhos e olhos espertos chegou. Seu nome era Luana e seu sorriso era o mais belo por ele já visto.
- Ei, Pedrinho! É verdade que você não existe? – Perguntou a menina.
- Achava que sim, mas já que falas comigo, devo estar aqui! - Respondeu sem demora.
Luana continuou:
Uns acham que ele não existe.
Uns acham que ele é um fantasma.
Uns acham que ele é um anjo.
Muitos os chamavam de Pedrinho de Ninguém!
Se perguntassem qualquer coisa a ele, respondia sem demora:
- Não sei, não me lembro, não posso explicar.
Mas o que Pedrinho gostava mesmo era de brincar.
E quando brincava era um bravo capitão e enfrentava as terríveis serpentes do mar, ou o super-herói que salvava o mundo de um terrível meteoro!
Ah! Isso sim era legal!
Pedrinho de Ninguém era de todos quando voava... Todos queriam Pedrinho...
Viva Pedrinho, nosso herói!
Um dia, Pedrinho estava brincando quando uma menina de cabelos vermelhos e olhos espertos chegou. Seu nome era Luana e seu sorriso era o mais belo por ele já visto.
- Ei, Pedrinho! É verdade que você não existe? – Perguntou a menina.
- Achava que sim, mas já que falas comigo, devo estar aqui! - Respondeu sem demora.
Luana continuou:
- Você tem razão! Mas e se fores um fantasma como dizem?
- Acho então que terias medo de mim – disse ele – No entanto estas aqui...
- Pedrinho – perguntou finalmente – Como pode você ser de ninguém?
- Não sei. Não lembro. Não posso explicar.
Mas vamos deixar Pedrinho e Luana conversando e vamos falar de Dona Cecília da Costa.
Dona Cecília da Costa era uma mulher muito inteligente. Tinha uma venda no Bairro da Boa Fé.
Vendia as melhores frutas da cidade:
Maças vermelhas.
Laranjas suculentas.
Até seus limões eram doces.
Nunca errava o troco:
- Cinco laranjas, três reais, uma nota de cinco, dois de troco.
Todos gostavam de Dona Cecília da Costa.
Num outro dia, Dona Cecília da Costa pensou que algo faltava em sua vida.
Não sabia. Não lembrava. Não podia explicar.
Foi quando viu Pedrinho...
Conheceu Pedrinho.
Amou Pedrinho.
Quis Pedrinho.
Como se a vida toda soubesse.
Como se de repente lembrasse.
Agora sim, ela podia explicar!
E Pedrinho de Ninguém era agora Pedrinho da Costa, da Dona Cecília da Costa.
E nunca mais se esqueceu disso!
Eles agora eram um do outro.
Pedrinho tinha também Luana, sua melhor amiga.
Pedrinho estava feliz.
Pedrinho podia explicar:
O amor aconteceu e fez dele Pedrinho de Alguém... Pedrinho da Costa!

Todos admiravam a alegria de Pedrinho e de D. Cecília da Costa.
Uns diziam que Dona Cecília era um anjo.
Outros diziam que Pedrinho é quem era o anjo.
A verdade é que cada um tinha uma asa...
... E que juntos, somente juntos, podiam voar.
***
('Aprendendo a Voar' é um conto infantil que escrevi há cerca de um ou dois anos atrás... E agora está aqui... No Blog... Quem sabe até um pouco fora de contexto... Mas se dividirmos o que somos em partes... Verão que elas - as partes - parecem não se encaixar na mesma pessoa... São partes de coisas tão diferentes, não é mesmo?
E no final das contas... De uma maneira ou de outra, encontram espaço para existir... ao mesmo tempo... No mesmo ser! - Espero que tenham gostado!!!)

3 comentários:
Amei de verdade Dani, emocionante!
Beijokas, Fê.
tem uma poça no meu pé
isso tem que virar livro
te amo
Adorei o Texto, não só devido ao Pedro, afinal tenho um filhote com esse nome, mas devido ao que vc diz no fim...somos o conjunto de nossas idiossincrasias...um abraço, Rita.
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