
Escolhi para título essa frase de Ovídio, mas poderia ser outra de mesma autoria: “Não se deseja aquilo que não conhece”.
Mas vamos ao que interessa... Ou não interessa!
Tenho sonhado muito ultimamente...
Em contraste, tenho dormido muito pouco:
Uma fase insone de noites de apenas uma hora e dias cansados, carregados, estressados.
Esses casos que a gente não sabe quem nasceu primeiro... O ovo ou a galinha... Ou melhor: a insônia ou o stress.
Mas o que mais me chama a atenção é que são sonhos românticos...
Sim e com freqüência... Com rostos que nunca vi, embora eu sinta certa familiaridade... Algo tipo “Eu te conheço de algum lugar” – Mesmo sem ter te visto em lugar algum...
Mas então é isso!
São sonhos românticos para me lembrar o quanto eu preciso disso... Que não adianta abrir concessões, pois é isso, exatamente isso, que me faz sentir que a vida é uma “experiência religiosa”, sabe?
Se não isso, é meu cérebro racional me compensando por minhas escolhas sensatas e me dando em forma de sonhos todo esse encantamento...
Essa vida de pé nas nuvens e borboletas no estômago.
Não que me falte amor acordada. Eu tenho e de muitas formas: De mãe, de pai, de irmãos, de marido, de filho (esse então... é maior que todos os outros juntos!!!!!)... Mas ah... Falta aquela coisa tola de toques descuidados que param o tempo e nos desnorteiam...
As palavras devotadas que preenchem o coração, os lábios com um sorriso e... A vaidade.
Aciona os sentidos e os tornam atentos para que nenhuma imagem se perca, nenhum perfume desapareça, nenhuma palavra seja dita sem que seja gravado também o timbre da voz em que ela foi dita, as mensagens subliminares... Toda a intenção e o real significado dessas palavras!
O romance é algo mesmo piegas, de gosto duvidoso e não requer muita destreza ou bom gosto... (tem coisa que eu gosto que é brega, fazer o quê!)
Ainda assim é uma manifestação inteligente, se considerarmos o benefício nisso tudo...
Li uma vez, em uma entrevista na Marie Claire, há quase dez anos atrás, a citação de Ovídio... E aí o cara exemplificou assim: Ele dizia que ao dizer para um(a) amante que ele(a) era o melhor que já havia tido, você, de certa forma, teria feito desse(a) amante o melhor que já teve, porque o poder dessas palavras na pessoa que a recebe faz com que ela se sinta e aja como o(a) melhor amante que teve!!!
Faz tanto sentido!!!
Desculpe-me os auto-suficientes que não precisam de validação alguma, mas eu, ser-humaninho de carne e osso, mais do que preciso, aprecio ser apreciada!
Diz-me que sou linda e eu me faço linda para você...
Diz-me que sou gostosa e... Ah! Deixa pra lá... Já deu para entender, certo?
Enfim... Do meu sonho bobo de sessão da tarde lembro muito pouco...
Mas entre rostos desfocados em lugares conhecidos eu estava saindo do banheiro, enrolada na toalha (as toalhas dos sonhos sempre são brancas e felpudas) e esse homem me pergunta que cheiro tinha minha pela limpa, sem cremes ou perfumes.
Eu sinalizei elevando o meu ombro que não sabia, virei de costas e desci a toalha até a altura da cintura, segurando apenas as pontas da toalha contra o peito, convidando-o a descobrir sozinho.
Ele, esse homem, não fez nada além do que sugeri...
Aproximou seu rosto da linha da minha coluna e eu pude sentir sua respiração subindo até meu pescoço, quando virei para encará-lo.
Ele sorriu.
Eu perguntei: “E então?”
Ele respondeu me olhando rápido e profundo nos olhos e já partindo...
“Daniela”
E eu disse: “Daniela, o que?”
“Seu cheiro... Daniela”. – disse sem parar seus passos.
AFEEEEE...
Isso pode ser 'nada' para vocês, mas não paro de pensar naquele quentinho da respiração dele subindo pelas minhas costas até meu pescoço e depois imaginá-lo beijando-me e cheirando-me e dizendo meu nome...
Daniela
Daniela
Daniela
Em contraste, tenho dormido muito pouco:
Uma fase insone de noites de apenas uma hora e dias cansados, carregados, estressados.
Esses casos que a gente não sabe quem nasceu primeiro... O ovo ou a galinha... Ou melhor: a insônia ou o stress.
Mas o que mais me chama a atenção é que são sonhos românticos...
Sim e com freqüência... Com rostos que nunca vi, embora eu sinta certa familiaridade... Algo tipo “Eu te conheço de algum lugar” – Mesmo sem ter te visto em lugar algum...
Mas então é isso!
São sonhos românticos para me lembrar o quanto eu preciso disso... Que não adianta abrir concessões, pois é isso, exatamente isso, que me faz sentir que a vida é uma “experiência religiosa”, sabe?
Se não isso, é meu cérebro racional me compensando por minhas escolhas sensatas e me dando em forma de sonhos todo esse encantamento...
Essa vida de pé nas nuvens e borboletas no estômago.
Não que me falte amor acordada. Eu tenho e de muitas formas: De mãe, de pai, de irmãos, de marido, de filho (esse então... é maior que todos os outros juntos!!!!!)... Mas ah... Falta aquela coisa tola de toques descuidados que param o tempo e nos desnorteiam...
As palavras devotadas que preenchem o coração, os lábios com um sorriso e... A vaidade.
Aciona os sentidos e os tornam atentos para que nenhuma imagem se perca, nenhum perfume desapareça, nenhuma palavra seja dita sem que seja gravado também o timbre da voz em que ela foi dita, as mensagens subliminares... Toda a intenção e o real significado dessas palavras!
O romance é algo mesmo piegas, de gosto duvidoso e não requer muita destreza ou bom gosto... (tem coisa que eu gosto que é brega, fazer o quê!)
Ainda assim é uma manifestação inteligente, se considerarmos o benefício nisso tudo...
Li uma vez, em uma entrevista na Marie Claire, há quase dez anos atrás, a citação de Ovídio... E aí o cara exemplificou assim: Ele dizia que ao dizer para um(a) amante que ele(a) era o melhor que já havia tido, você, de certa forma, teria feito desse(a) amante o melhor que já teve, porque o poder dessas palavras na pessoa que a recebe faz com que ela se sinta e aja como o(a) melhor amante que teve!!!
Faz tanto sentido!!!
Desculpe-me os auto-suficientes que não precisam de validação alguma, mas eu, ser-humaninho de carne e osso, mais do que preciso, aprecio ser apreciada!
Diz-me que sou linda e eu me faço linda para você...
Diz-me que sou gostosa e... Ah! Deixa pra lá... Já deu para entender, certo?
Enfim... Do meu sonho bobo de sessão da tarde lembro muito pouco...
Mas entre rostos desfocados em lugares conhecidos eu estava saindo do banheiro, enrolada na toalha (as toalhas dos sonhos sempre são brancas e felpudas) e esse homem me pergunta que cheiro tinha minha pela limpa, sem cremes ou perfumes.
Eu sinalizei elevando o meu ombro que não sabia, virei de costas e desci a toalha até a altura da cintura, segurando apenas as pontas da toalha contra o peito, convidando-o a descobrir sozinho.
Ele, esse homem, não fez nada além do que sugeri...
Aproximou seu rosto da linha da minha coluna e eu pude sentir sua respiração subindo até meu pescoço, quando virei para encará-lo.
Ele sorriu.
Eu perguntei: “E então?”
Ele respondeu me olhando rápido e profundo nos olhos e já partindo...
“Daniela”
E eu disse: “Daniela, o que?”
“Seu cheiro... Daniela”. – disse sem parar seus passos.
AFEEEEE...
Isso pode ser 'nada' para vocês, mas não paro de pensar naquele quentinho da respiração dele subindo pelas minhas costas até meu pescoço e depois imaginá-lo beijando-me e cheirando-me e dizendo meu nome...
Daniela
Daniela
Daniela
AIMEUDEUSDOCÉU... Maldito despertador!
* * *
Sobre Ovídio = Publius Ovidius Naso (Sulmo, 20 de março de 43 a.C. — Tomis, 17), conhecido como Ovídio nos países de língua portuguesa, foi um poeta romano que escreveu sobre amor, sedução, exílio, e transformação mitológica. Estudou retórica com grandes mestres de Roma e viajou para Atenas e Ásia exercendo funções públicas com o objetivo de tornar-se um Cícero, mas, para desgosto do pai, resolveu dedicar sua vida à poesia.
De Ovídio =
“A vida foi-nos dada para gozá-la”
“E amanhã não seremos o que fomos, nem o que somos”
“O pudor só é utili se é fingido; o verdadeiro é quase sempre prejudicial”
"Odiarei, se puder, caso contrário amarei, contra
Ah... Mais um pouco de Ovídio ... Um trecho do Livro Metamorfoses:
"Se eu pudesse, seria mais sensata; mas uma força nova arrasta-me contra a minha vontade, e o desejo atrai-me a uma direção, e a razão, a outra: vejo e aprovo o melhor, mas sigo o pior"
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