sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"You give love a bad name"

,

Vadia
Irresponsável
Leviana
Dissimulada
Egoísta
Vagabunda
Safada
Serpente
Ausente
Lilith
Falsa
Fingida
Puta
Profana
Maldita
Barata


Quis... Quis sim tomar para si as pedras que lhe atiraram...
Talvez construísse uma cama com elas para deitar-se e arregaçar-se em desejo e assegurar que era mesmo...



Vadia
Irresponsável
Leviana
Dissimulada
Egoísta
Vagabunda
Safada
Serpente
Ausente
Lilith
Falsa
Fingida
Puta
Profana
Maldita
Barata

Quis... Quis sim ser uma e cada uma dessas mulheres.
Era melhor e mais fácil...
Um diagnóstico, um laudo que anos de terapia não deram ...
Enfim uma definição para si mesmo.
Havia um certo conforto nas duras palavras:


Vadia
Irresponsável
Leviana
Dissimulada
Egoísta
Vagabunda
Safada
Serpente
Ausente
Lilith
Falsa
Fingida
Puta
Profana
Maldita
Barata

Pensou em acatar, balançar a cabeça em concordância...
Enfim era alguma coisa... Adiou por tanto tempo ser...
Ser era definitivo, violento, repressor, difícil demais...
Por isso estava... Apenas estava...
Sem compromisso com nenhum perfil comportamental ou código de conduta...
Não era nada... Até agora.
E agora era isso:

Vadia
Irresponsável
Leviana
Dissimulada
Egoísta
Vagabunda
Safada
Serpente
Ausente
Lilith
Falsa
Fingida
Puta
Profana
Maldita
Barata

Melhor isso... Que apenas alguém que busca algo que não sabe o que, nos lugares mais duvidosos...

À luz do dia:
Uma mulher que busca o amor, como se soubesse que cara ele tem, em homens improváveis e em situações inviáveis.

Você entende essa mulher?
Você me entende?
Você se entende?


Melhor de propósito que sem querer.


..."O que é demais nunca é o bastante e a primeira vez é sempre a última chance"...


* Título é do Bon Jovi, a frase final do Renato Russo.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Conto de Ano Novo


“Ver-te de pertinho mais uma vez... Ao alcance de minhas mãos” .

Fez seu pedido de Ano Novo.

Evocou Santos e Entidades com os pés cobertos pela espuma do mar e de champagne.

Seu pensamento gritava e repetia: ‘Mais uma vez’ e seu coração explodia no peito mais forte e mais alto que os estouros dos fogos de artifício que coloriam o céu.

E com as cores e os brilhos de pólvora cintilante, projetou sobre o céu, como em uma te
la de cinema, a cena que viveria em algum canto de 2010.

"Cruzar o olhar... Prender a respiração e passar por ti e por teus olhos, sentindo que o mundo inteiro pára enquanto isso acontece e sabendo que nem uma folha deixou sua árvore porque te amei nesses segundos.

Quem sabe esbarrar-te: Nossos ombros... Nossas mãos...

Desejando mais: Meus lábios nos teus a depositar a pouca paz que ainda resta depois que a minha vida tropeçou na tua e caiu.. Estatelada no asfalto.

Doeu mais levantar-me que a própria queda.

A saudade rega meus pensamentos com a acidez da tua lembrança e com a doçura da memória de mim mesma enquanto envolvida na magia perfeita que só é possível quando o juízo é imperfeito

Pensar em ti sem mim é devastador".



Sentiu um forte tranco... Corpos bêbados encontrando-se sem querer.
Sentia-se tão só que não enxergavam ninguém.

- Desculpe... Você sabe, não vi você. - Voz masculina, lábios grossos e desconhecidos, barba feita.

- Não. - Ela respondeu sem entusiasmo.

- Como?

- Não, não desculpo. Não tenho que desculpar tudo... Não há desculpas onde não há culpa... E não, você não me viu, simplesmente porque não estou aqui.

- Ei... O que é isso? Muito champagne ou pouco?

- Sim... Estou bêbada, mas já estive apaixonada.

E o homem, sorriu: - É quase a mesma coisa.


Sua visão e o álcool revelavam um homem alto, pele bronzeada, cabelos alvoroçados, bermudas brancas, como tinha que ser, camisa desabotoada e mangas arregaçadas. Em uma mão, uma garrafa de champanhe aberta e na outra apenas dedos grossos e penugem escura sobre a pele dourada...

- Sua mão... É linda – Disse ela sem pensar.

- Qual delas? Aposto que esta aqui... Com a champagne. – Brincou.

- Seu eu te dissesse que não me interessa a champagne... Como você entenderia a mensagem?

- Perfeitamente.

Ficaram se olhando em um silêncio quase tímido.

Os pensamentos dela: Subitamente suspensos.
As dores e desejos: Anestesiados.

Diante dela um homem que ela não pediu que viesse...
Diante dela um homem pelo qual ela não derrubou uma lágrima...
Diante dela um homem pelo qual ela não perdeu uma só noite de sonho...
Diante dela um homem pelo qual ela nunca pensou em morrer...
Diante dela um homem com mãos enorme...
Diante dela e não em outro lugar qualquer.

Relaxou os ombros, pensou e disse:

- Sabe do que mais... Feliz Ano Novo.

- Ele pode ser sim... Bebe comigo?

Ela tomou a garrafa da mão do homem e derramou sobre ela.

- Bebo... E você, bebe comigo? – Mordeu os lábios. (Lugar comum, e daí? As vezes é melhor ser explícita... Não era hora para jogar, subentender, insinuar... Era hora pra dizer EU QUERO... Ou gritar para que não houvesse dúvida).

Correu em direção ao deck atrás das pedras que avistou logo ali...

Ele a alcançou e a alçou com seus braços.
Ela abaixou as alças de seu vestido.
Ele usou suas mãos para levantá-la e encaixá-la pouco abaixo de sua cintura; ela cruzou suas pernas ao redor dele...
Ele usou suas mãos para levar o seio dela a boca; ela lambeu seu pescoço, mordeu seus ombros, arranhou suas costas...
Ele levou sua mão à boca lhe arrancando batom e lhe manchando a face; ela lhe chupou os dedos e eles... A levaram ao êxtase.

Amanheceram na praia, fazendo promessas de “Ano Novo” que nenhum dos dois pretendia cumprir.

O sol começava exigir que se ainda houvesse alguma vergonha, ela vestisse as alças de seu vestido e cobrisse os seios... Desenrolasse os babados da saia.

Procurou rapidamente sua calcinha. Desistiu de encontrá-la... Lembrou-se vagamente de tê-la oferecido a Iemanjá... Entre um orgasmo e outro.

Riu.

A despeito de seu pedido... E de suas promessas... 2010 aconteceria.

Lembrou-se de uma frase de John Lennon: "A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos"

Olhou para o estranho que parecia não saber ao certo o que fazer: Dizer adeus, pedir telefone ou dizer qualquer uma dessas frases que evita o desconforto de não poder simplesmente não dizer nada.

Beijou-o apaixonadamente, pegou suas sandálias e foi embora.

- A gente se encontra! - Disse aliviado e até incomodado.

Ela respondeu sem olhar para traz:

- Provavelmente... Se eu não quiser.

Seguiu em frente... 2010 acabava de nascer!



terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Amenidades para todos...


Eu queria saber escrever sobre amenidades...

Sentimentos em cor pastel, brisas refrescantes...
Sentimentos com aroma de rosas brancas e gosto de pudim de leite...

Sabe, como é? - Um conjunto de coisas que não desagrada ninguém!

Mentira.
Mentira.
Mentira.

Eu não queria nada disso...

Para mim não há nada entre o oito e o oitenta...
Na verdade só há o oitenta.
Pra mim há o vermelho, o preto, o branco...
Para mim, cheiro de flor é Dama da Noite e doce tem que ter chocolate!

Mas a despeito disso... Queria que na virada do ano, a tela do blog estampasse uma imagem positiva...

Algo pra fazer todo mundo sentir-se bem...

O que dizer...

Azul-bebê,
Rosa-chá,
Verde-água,
Azul-céu,
Pêssego,
Maçã
Algodão Doce
Bolo de Laranja
Água com Açúcar
Pássaros Cantando
Mar calmo
Rodovia Bandeirantes
Algodão
Leonardo Di Caprio
Urso de pelúcia
Sorvete de Flocos
Suco de Laranja
Lençol 100% algodão
Sorriso de criança

É isso... Um conjunto de coisas que não desagrada ninguém.

Para aqueles que não conseguem ou não sabem como apreciar o sossego... Desejo cores fortes, perfumes marcantes, curvas sinuosas, sabores exóticos... Morango, amoras, cerejas, framboesas... Frutas Vermelhas!

Do fundo do meu coração (vermelho)... Feliz 2010.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Muitos pesos. Poucas Medidas.


Ele foi um canalha.
Ela mesma foi canalha também.
Mas sua motivação foi tão legítima...
Sua única intenção foi ser amada... E se não desse, ao menos desejada.

Toda sua passividade acabaria uma hora... Era anunciado como profecias que ninguém acredita... Até que o mar invade a cidade... Até que as geleiras derretem e maremotos acontecem... Até que o sol frita toda a vida nessa terra... E pronto, acabou!

Amor ela queria... Beijo de língua e sexo de corpo inteiro e não um apertar de botões e acionar de motores... Para ela, deveria ser como uma expedição... Uma visita a um solo sagrado...

Ela queria telefonemas e solicitações absurdas... Toques ansiosos... Movimento, deslocamento, urgência.
Sua mágoa estava no “deixa estar”, no “tanto faz”, no "se não hoje, um dia qualquer”...

Fantasiou demais um homem que a quisesse demais... Ou mais... Um pouco mais...

Foi canalha por amor... (ah!)
Amor a ela mesma sim e ainda assim amor...
Amor que ela buscou tantas vezes no sono e no grunhido distante, na impaciência de quem se ofende se ela pedir mais...

E foi canalha ao justificar canalhices e atribuir certa inocência aos canalhas como ela e aos canalhas em geral e por fim... Ao julgar a canalhice com mais complacência e simpatia do que julgou a omissão.

Juíza de sua vida... Concedeu Habeas Corpus aos canalhas e decretou Pena de Morte aos omissos.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Mensagem de Natal...


Amigos queridos...

Para desejar Feliz Natal, este ano, abri mão de imagens natalinas: renas, árvores e gordinhos simpáticos de barba grande...
Isso porque eu pensei em desejar a vocês o próprio desejo!

De Natal, desejo a todos um beijo apaixonado...
Daquele cheio de emoção e vontade...
Que explode o peito, nos tira do chão, preenche a alma e nos faz sentir vivos!!!

E que 2010 comece assim...
Com essa vontade louca de SER FELIZ!

De coração, corpo e alma ...
Daniela